Janelas das Novidades

Guerra de Canudos:                   21 de Novembro - 1896
No amanhecer deste dia a Expedição encontrava-se ainda em Uauá (BA), quando chegam centenas de conselheiristas entoando cânticos, tendo a frente a bandeira do Divino e uma grande cruz de madeira.

Não pareciam guerreiros
Símbolos da paz portavam,
A bandeira do Divino
E ao som de Kyries marchavam,
Levando uma grande cruz,
De longe se anunciavam."
(Zé Guilherme)

     Coroa do Divino - Século XVIII - estilo D. Maria I - Prata Brasileira - 31 x diâmetro 17,5 cm

        Pertence ao conjunto de obras de arte da Presidência da República.

Guerra do Contestado:

                     A vida no dia-a-dia do caboclo navega impregnada de crendices, de superstições, de sonhos interpretados e a interpretar. Ao mesmo tempo, ele carrega medalhas, amuletos e orações escritas que o defendem de todos os males e perigos, inclusive dos tiros de arma-de-fogo.
                Nas suas preces, o homem do Planalto evita fórmulas padronizadas como o Pai Nosso ou a Ave Maria. Prefere valer-se de outros dizeres, embora quase sempre decorados, como esta “Oração do Divino Espírito Santo”:
                - “Meu Divino Espírito Santo! Eu não tenho pai, nem mãe. Entre eu e vós, não tenho ninguém por mim. Tenho Jesus Cristo por meu pai e a Virgem Maria por minha mãe; as onze mil virgens por minhas irmãs, os doze apóstolos por meus irmãos e o Divino Espírito Santo por meu padrinho.”
                Oração muito usada pelos seguidores de um monge, colhida num amuleto que pendia do peito de um caboclo:
                - “Espada elética pertence a Antônio de Sousa, nobre cavaleiro de São Sebastião em nome de Santo João Maria quem atira no meu corpo atira na hóstia consagrada porque entre a pórvra (pólvora) e a espuleta Jesus Cristo fez morada.”